A vida sendo medida em meias horas.
E é a roupa que não foi lavada, e é o cachorrinho que não tive na infância, aquele namoradinho que não foi correspondido e os amores de verão passados.
São as migalhas de pão no parque, no chão, no bico do ganso.
Todas as tardes embaixo da mangueira, no vai e vem da rede do vô.
A sopa de feijão, macarrão e carne. O pirão no meio dia com arroz e a suadeira.
Todas as folhas preenchidas, rasgadas, guardadas, enviadas e respondidas.
Eu sou um amontoado de lembranças ou de projetos?
E aquilo realmente aconteceu, acontecerá?
Às vezes é tão difícil distinguir um rato de um elefante que a gente se perde dentro de nossos próprios labirintos.
Não quero chegar no meio achando que já é o final e desistir antes de ver o verde do litoral.
O real é tão surreal quanto meus sonhos. Quanto teus sonhos.
A vida não pode ser só um amontoado de recordações e planos,
o algo a mais você me mostra?!
quarta-feira, 30 de março de 2011
segunda-feira, 21 de março de 2011
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