Sabe aquele dia que tem cara de segunda, todo igualzinho em seus mínimos detalhes e que nem dá vontade de levantar, porque você tem a exata sensação de que nenhuma surpresa vai acontecer?
Pois é, não foi o caso de hoje depois do meio dia.
Estava tudo assim morno, até eu estava morno, até o banho foi morno, até que enfim a campainha toca.
Paro, penso em um milhão de pessoas que poderiam vir aqui me visitarem e me tirar do meu poço de solidão a não sei quanto tempo cavado, bom, nenhuma me procuraria àquela hora.
Larguei meu almoço no microondas e abri a porta.
Uma surpresa!
Um mendigo estava bem à minha frente.
Mas por quê? Como ele veio para aqui?
Não disse palavra, ficou apenas me fitando.
E eu olhava-o já angustiado, sem saber que raio de situação era aquela, e percebendo que a presença dele me incomodava muito, deu um passo à frente. Neste instante não conseguia mover um músculo. Por que será que algo nele me chama a atenção, além deste mau cheiro que exala? Sinto que apesar de toda aversão dos primeiros momentos eu tenho algo em comum, nos olhos, na barba, na fisionomia em si.
O que é? O que está acontecendo?
Então, de súbito ele sumiu.
Fiquei ainda alguns instantes imóvel, acordei com o apito do microondas.
Ah! O almoço de hoje também está morno.
Será consciência alertando a necessidade de muitos?
ResponderExcluirE gostei do layout novo.
Fique com Deus, menina Nathi.
Um abraço.
Certa vez uma dupla quando me viu com a sanfoninha nos braços, esqueceram do que queriam antes e me pediram pra tocar Asa Branca. Nunca mais esqueci.
ResponderExcluirBom texto moça. Design mais enxuto, gostei.
Eu estava sério, lendo o seu texto.
ResponderExcluirJuro.
Mas, quando lembrei desse negócio da sanfoninha, eu ri.
xD
[Essas coisas só acontecem com João]
Juro que agora tô morrendo de vontade de saber que raio de sanfoninha é essa!!!
ResponderExcluirFiquei tenso por você.
ResponderExcluir:S
Depois eu lhe apresento a ela. Um objeto clásssico da minha casa, hoje mora no guarda-roupa da minha mãe.
ResponderExcluirAté mais moça.