1º de dezembro de 2010
O meu peito tem transbordado controversicamente.
Morro de amor e saudades.
Morro de rancores e indiferenças.
Desejo ausência do presente,
e presença do ausente.
O meu peito transborda involuntariamente.
Quero sem "oras" e "poréns",
quero o tempo, os recomeços, os meios e a juventude.
Quero aprender com o silêncio a falar o que convém.
Quero poder fechar os olhos para enxergar o que tem além.
Quero ler as pessoas e escrever as palavras.
domingo, 19 de dezembro de 2010
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Clima de veraneio
Quando você me disse vem, eu perguntei pra onde.
Você não respondeu com palavras, apenas me estendeu a mão e olhou o meu íntimo.
Eu confiei em você, mesmo sem saber a sua cor preferida,
nem o nome do seu amigo mais antigo.
Eu confiei em você e em todas suas promessas silenciosas.
Eu confiei em você e na força do seu abraço e no doce do seu beijo.
Então de mãos dadas passamos por um bosque.
O bosque era lindo, maravilhosamente colorido.
Até que a trilha findou e veio uma chuva muito grande e aparentemente repentina.
Engraçado, por que será que a núvem só está encima de mim, mas ambos estamos molhados? Eu perguntei, e você com tremenda calma disse:
"O que lhe toca, também a mim toca, o que lhe afligue, também a mim afligue, esta chuva que lhe molha, também me molha."
E eu pensei em te deixar sozinho e esperar a chuva passar para que você não se molhasse e assim não apanhasse um resfriado. Mas eu não pude, só conseguia te abraçar.
E este abraço durou toda a tempestade, até que ela regrediu a uma fina garoa e nós respiramos aliviados por um tempo.
Às vezes a garoa parece querer amadurecer em chuva novamente, mas então nós miramos nossos olhos e nos esquecemos da presença da núvem. Nos esquecemos da presença das árvores. Nos esquecemos de todo o alheio a nós.
Não sabemos qual a previsão do tempo pra amanhã, mas eu confio. Ao apertar a minha mão você me diz mais uma vez que o que importa é estarmos lado a lado.
Você não respondeu com palavras, apenas me estendeu a mão e olhou o meu íntimo.
Eu confiei em você, mesmo sem saber a sua cor preferida,
nem o nome do seu amigo mais antigo.
Eu confiei em você e em todas suas promessas silenciosas.
Eu confiei em você e na força do seu abraço e no doce do seu beijo.
Então de mãos dadas passamos por um bosque.
O bosque era lindo, maravilhosamente colorido.
Até que a trilha findou e veio uma chuva muito grande e aparentemente repentina.
Engraçado, por que será que a núvem só está encima de mim, mas ambos estamos molhados? Eu perguntei, e você com tremenda calma disse:
"O que lhe toca, também a mim toca, o que lhe afligue, também a mim afligue, esta chuva que lhe molha, também me molha."
E eu pensei em te deixar sozinho e esperar a chuva passar para que você não se molhasse e assim não apanhasse um resfriado. Mas eu não pude, só conseguia te abraçar.
E este abraço durou toda a tempestade, até que ela regrediu a uma fina garoa e nós respiramos aliviados por um tempo.
Às vezes a garoa parece querer amadurecer em chuva novamente, mas então nós miramos nossos olhos e nos esquecemos da presença da núvem. Nos esquecemos da presença das árvores. Nos esquecemos de todo o alheio a nós.
Não sabemos qual a previsão do tempo pra amanhã, mas eu confio. Ao apertar a minha mão você me diz mais uma vez que o que importa é estarmos lado a lado.
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