Aquele sentimento de nostalgia gostosa e melancólica.
Aquela dor na garganta sem motivo, muito menos aviso prévio.
Aquilo que dá um reboliço no peito em plena tarde ensolarada,
não pergunta onde você tá, com quem e muito menos fazendo o quê.
Quando uma lembrança toma conta da visão e parece se tornar tátil.
Quando um cheiro invade o ambiente sem fonte de origem.
A saudade é algo que se alimenta de ausências, me disse um sábio.
A saudade é vontade de viver mais um pouco do que já foi vivido,
sem ciúmes, sem inveja, sem ganância,
um sentimento tão puro quanto o de que o sorvete de chocolate não derreta tão rápido
em pleno verão nas mãos de uma criança sorridente.
Faz-se então presente o que está ausente e aí então, quem quer que seja eu,
não estou mais sozinho.
Não sou mais eu,
somos nós.
Somos todo!
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Muito linda a imagem da saudade como um sorvete que a criança sorridente não quer que derreta.
ResponderExcluirSou feita de saudades, ela me move.
Beijos
Saudade que move é saúde.
ExcluirSaudade que abate é tristeza.
Viva as lembranças!
Viva!
Excluir- ausência e solidão são, necessariamente, condições. e, como toda condição, depende do que guardamos em nós.
ResponderExcluirpermitir-se e transcender para além dos ambientes e dos sentimentos, é sempre a melhor maneira de compreender mais sobre o todo.
ps: Nathi, fique a vontade para divulgar a poesia em suas redes sociais. Lembre-se somente de remeter os créditos :)
grande abraço,
Gustavo
Divulguei, porque com o que é bom a gente não pode bancar o egoísta.
ExcluirSaudade... Atualmente não me sinto saudosa... Acho que estou vivendo muito mais lá no futuro. O que é ruim. O que é bom.
ResponderExcluirDizem que quando a gente pára de olhar para trás é quando realmente estamos no caminho certo. Isso, em parte, parece verdadeiro. Se a vida está tão excitante, por que, então, revisitar momentos passados, pessoas passadas? Quando focamos em produzir, em construir o novo.
Mas, como não somos robozinhos, somos de carne e osso, a verdade é que a mente e a emoção seguem uma lógica orgânica completamente imprevisível. E vem aquele saudosismo do nada.
Aliás. Como é o nome daquela lembrança ruim que vem do nada, mas que preferíamos esquecer? Não é saudade, né? Deve ser algo mais próximo de assombração.
Enfim. É que é o que me ocorre mais. Assombrações mais do que saudades. Então, no meu caso, prefiro viver mesmo lá no futuro o maior tempo possível, já que o presente é quase impossível de vivenciar...
Acho que saudade só tenho de vez em quando e é da infância. Eita. Aí é uma saudadesinha meio triste, confesso. Gostava mais dessa época. Mas não voltava no tempo nem se me pagassem. O que passou passou. E passar pela tortura da escola tudo de novo? Eu hein!
Mas saudade, além de ser um sinal de ausência, é sinal de vida. Sinal de que viveu e viveu bem. E talvez uma promessa de continuar vivendo bem.